Tênis Ultra-Macios: O Que a Ciência Diz Sobre a Instabilidade e Seu Cérebro [Congresso França 2024]
Você já sentiu que seu corpo “trava” em terrenos irregulares? Ou que sua reabilitação não avança apesar dos exercícios? O segredo pode estar na forma como seu cérebro processa a instabilidade gerada pelos tênis ultra-macios e altos.

Levei minha pesquisa sobre atividade cerebral (EEG) para o Congresso de Reabilitação na França. Analisamos como as ondas Alpha, Beta e Theta mudam quando você perde a estabilidade — exatamente o que esses tênis simulam a cada passo.
Durante o congresso, apresentei um estudo sobre a atividade eletroencefalográfica (EEG) durante o controle postural em diferentes condições sensoriais (superfície firme vs. espuma, olhos abertos vs. fechados).
Muitas pessoas acreditam que o conforto excessivo nos pés é sempre benéfico. No entanto, nossa pesquisa mostrou que o cérebro trabalha dobrado para tentar entender onde seus pés estão quando o chão é instável.
Isso significa que, ao escolher um tênis, não devemos olhar apenas para o amortecimento. Precisamos de propriocepção — a capacidade do cérebro de “sentir” o chão. Na minha clínica, avaliamos como seu corpo e cérebro reagem ao seu calçado para evitar que sua “nuvem” vire um pesadelo.
Seja para voltar a correr após uma lesão ou para evitar quedas no dia a dia, o foco deve ser na integração Cérebro-Corpo. Menos esforço cerebral desnecessário, mais energia para seus recordes pessoais.
Na minha prática clínica, utilizo esses insights para avaliar a biomecânica da corrida e a escolha do calçado ideal, focando na integração Cérebro-Corpo.